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A intolerância alimentar acontece quando o organismo não consegue digerir algum componente de determinado alimento. No caso do leite, esse componente é a lactose, o açúcar do leite. A deficiência da lactase – a enzima responsável pela perfeita digestão da lactose – é a causa dessa intolerância. Aproximadamente 75% da população mundial é intolerante à lactose.

Já a alergia é uma resposta exagerada do nosso sistema imunológico à proteína do alimento. Nos dois casos, os sintomas mais normalmente sentidos são os mesmos: cólicas, gases e diarreia. No entanto muitos outros desconfortos podem afetar a saúde, como enxaquecas, enjoo, fraqueza, cansaço sem causa aparente, excesso ou falta de apetite. Esses são também os sintomas e desconfortos causados pela alergia ou pela intolerância ao glúten, que é a proteína existente no trigo, aveia, cevada, centeio e malte.

O problema é que a mucosa do intestino é afetada causando inflamação, e consequentemente, a má absorção dos nutrientes dos alimentos. Também a permeabilidade da mucosa intestinal fica aumentada, e nesse caso ela passa a absorver, junto com as benéficas, as substâncias que deveriam ser eliminadas.

O Dr. Hélion Póvoa, precursor da medicina ortomolecular no Brasil e um dos mais respeitados especialistas na área de nutrição e bioquímica nos ensina em seu livro “O Cérebro Desconhecido” que o nosso sistema digestivo afeta as nossas emoções, regula nossa imunidade e funciona como um órgão inteligente. E nos diz mais: “Recentemente, até comprometimentos neurológicos, psiquiátricos e comportamentais estão sendo relacionados às alergias alimentares”.

Por tudo isso, caso sejamos alérgicos ou intolerantes a algum alimento, o melhor é realmente levar a sério e fazer a dieta, que é a única forma de tratamento eficaz para o problema. Mesmo que a gente fique pensando: “Puxa, o trigo já era o alimento da humanidade desde os tempos pré-históricos… ai, o meu café com leite…” não tem jeito, temos que pensar que a nossa saúde e qualidade de vida são bem mais importantes do que isso! Existem muitos alimentos substitutos: as farinhas de milho, como o fubá, a maisena, a pipoca, a canjica, o creme de milho, a farinha de arroz, a fécula de batata, a farinha de mandioca e os seus polvilhos, a farinha de quinua, a farinha de banana, a farinha de banana verde. Cada vez surgem mais opções. E vários tipos de leite, como o de soja, de arroz, de castanha, de coco, de milho…

É claro que haverá um período de adaptação, aliás, como tudo na vida, mas não é nem um pouco difícil para quem quer realmente resolver o problema e viver melhor.

Dieta sim, vida sem graça, não.

gluten

Por Elizabeth Anastasia R. Serejo Autora do livro “Comer Bem Sem Glúten e Sem Lactose“.

 

Data de publicação: 24/05/2012

 

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