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Especialista do Instituto de Metabolismo e Nutrição destaca a importância da gordura, mas alerta para a escolha do tipo mais saudável.

Ao contrário do que muita gente pensa, nem toda gordura é ruim. Esse nutriente tem um importante papel no organismo humano: é fonte de energia, componente fundamental de todas as membranas celulares e de alguns hormônios, protege órgãos contra o choque mecânico e o corpo contra o excesso de perda de água ou calor. Ainda auxilia na absorção de vitaminas lipossolúveis A, D, E e K e contribui no processo de saciedade.

O nutrólogo e cardiologista Daniel Magnoni, diretor do Instituto de Metabolismo e Nutrição – IMEN, destaca também, a influência das gorduras no prazer de comer. “São as gorduras que seduzem o paladar das pessoas, pois são elas responsáveis por dar sabor aos alimentos. A diferença para a saúde está no tipo de gordura usada, se é boa ou ruim, mono e poliinsaturada ou saturada”, explica.
A gordura saturada, de origem animal, quando consumida em excesso eleva o nível de colesterol no sangue e pode afetar a saúde cardiovascular. É encontrada no leite integral e derivados – requeijão, manteiga, queijos, cream cheese e nas carnes.

Já a gordura monoinsaturada reduz os níveis do colesterol ruim (LDL) e pode ser ingerida por meio do azeite de oliva extra virgem, óleo de canola, abacate, nozes e sementes, girassol, gergelim e linhaça.
A gordura poliinsaturada também é de origem vegetal e é composta pelos ácidos graxos que aumentam a taxa do colesterol bom (HDL) – ômega 3 (ácido alfa-linolênico) e 6 (ácido linoléico) que têm um papel ainda mais importante na redução do colesterol ruim (LDL). Está presente nos peixes de águas profundas, em óleos vegetais e seus derivados, como margarinas e maioneses.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) entre 5% e 8 % do total das calorias ingeridas por adultos e crianças deve ser proveniente do ômega 6, e entre 1% a 2 % das calorias deve provir do ômega 3. “Preferir alimentos que contenham a gordura de origem vegetal em detrimento das gorduras animais já configura uma mudança nutricional valiosa na vida das pessoas, além de prevenir doenças”, recomenda Magnoni.

Para o médico, é difícil fazer com que as pessoas sigam uma dieta rigorosa, porém pequenas atitudes podem fazer a diferença. “Substituir o requeijão ou o cream cheese do sanduíche pela maionese ou por um creme vegetal, por exemplo, já significa uma troca saudável. São as opções com menor teor de gordura saturada e colesterol do que todos as outras pastas utilizadas para espalhar sobre o pão”, explica o nutrólogo e cardiologista.

Fonte: Imagem Corporativa – www.imgemcorporativa.com.br
Raquel Trevezan – (11) 3526-4540

Data de publicação: 07/10/2010

 

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