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Entre os dias 12 e 14 deste mês, acontece o 1º Festival de Gastronomia Israelense do BierFass do Pontão do Lago Sul, resultado da parceria entre o restaurante e a Embaixada de Israel. O objetivo é comemorar o Dia da Independência de Israel (14) com um menu típico, assinado pelo chef Shaul Ben Aderet, do restaurante Kimmel , em Tel Aviv, que  está em seu 18º ano de sucesso e já recebeu entre outros prêmios o de melhor da capital israelense.

No tempero dos pratos, cabe tanto ingredientes suaves, como as ervas finas, quanto especiarias marcantes, como a canela e pimentas. Para os desavisados, algumas receitas podem ser confundidas com as iguarias árabes, e a confusão não é à toa. O país recebeu pessoas de todas as partes do mundo e isso se refletiu na culinária. No entanto, mesmo com toques estrangeiros, a gastronomia local tem personalidade.

Israel é um país jovem. Tem somente 63 anos. As pessoas ainda chegam de todas as partes do mundo, como Europa, África e Ásia, e cada uma delas leva um pouco da sua cultura. Na cozinha, o resultado é uma mistura de sabores orientais e ocidentais. À mesa, têm lugar garantido o homus (pasta de grão de bico), saboreado em todas as refeições, e o falafel (bolinho frito de grão de bico).

Há quem acredite que, em Israel, todas as pessoas são extremamente religiosas e, por isso, alguns ingredientes não são permitidos na alimentação. Contudo, a composição da população contraria essa impressão. Cerca de 25% dos habitantes são muitos religiosos, enquanto outros 25% consideram-se moderados. Já metade da população não segue nenhuma doutrina e come de tudo. O embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher, explica que os judeus ortodoxos não comem frutos do mar e carne ou derivados do porco. Também não é permitido comer, ao mesmo tempo, carne e leite (e seus derivados). Funciona da seguinte forma, caso tenham tomado leite ou comido algum de seus derivados, terão que esperar cerca de 1h para comer carne. Mas, se comer carne e quiser algum derivado de leite, terá que esperar por 6h. “Já os não ortodoxos geralmente não seguem essa linha mais rígida e comem o que quiserem”, conta.

Para o festival em Brasília, ele elaborou um menu de pratos típicos da culinária judaica, com toques pessoais. Ao todo, o público poderá saborear 19 receitas, sendo oito entradas, como a salada de beringela torrada e o tahini verde; três guarnições (misto de arroz branco, selvagem ou de ervas); cinco principais, com destaque para o kebab e o filé de peixe servido com molho de tomate apimentado; e quatro sobremesas, sendo uma boa pedida a massa filo recheada com coco e nozes açucaradas. Todos serão dispostos em um bufê livre, pelo valor de R$ 65 por pessoa (entrada, prato principal e sobremesa). Hoje e amanhã, o banquete será servido no jantar e, no sábado, no almoço e no jantar.

festival israelense

A proprietária do Bier Fass — palco de festivais importantes, como o de culinária chilena que impulsionou a abertura do Taypá —, Ivone Espiñeira, conta que eventos como esse são benéficos tanto para a casa quanto para o chef. “A minha é que aprendo novas técnicas, novos temperos e ingredientes. Já os chefs internacionais se beneficiam com divulgação do seu trabalho e ainda levam com eles um pouco da nossa cultura, dos nossos incontáveis sabores”, avalia.

Temperos

Aderet conta um pouco da influência de sua cozinha. Segundo ele, os imigrantes de Israel eram muito pobres e passaram a se deslocar para o país principalmente após o holocausto. Para sobreviverem, utilizavam somente ingredientes baratos e fáceis de encontrar, como batatas, arroz, frango e alguns vegetais. O gosto cabia às ervas e diferentes temperos. “Todos juntos dão cor, cheiro e sabor ao prato”, justifica.

A embaixatriz Rachel Becher elenca os condimentos, ervas e grãos mais utilizados para dar esse efeito na comida como o zaatar (mistura de condimentos), o gergelim, a beringela, a hortelã e a menta, entre outros. “Cada um dá um toque marcante ao prato, e nossa culinária é toda assim, rica em sabores”, diz.

O chef conta que para o evento em Brasília foram utilizados mais temperos que o normal, pois a intenção era dar mais cor, mais aromas e, conseqüentemente, mais sabor. “Foi a forma encontrada para fazer com que as pessoas lembrem da minha comida”, observa. Uma erva que Aderet decidiu utilizar nos preparos em Brasília é o endro, embora não seja uma muito popular em Israel. “Foi uma escolha minha. Inclusive, estou utilizando um pouco mais do que geralmente estou acostumado. Quero dar um toque diferente para os meus pratos”, assume.

Outro sabor sobressalente é o da pimenta. O cozinheiro diz que usa muita pimenta-do-reino, que, segundo ele, é um pouco diferente da consumida no Brasil. “Utilizo também muita páprica picante e aqui abusei das pimentas locais”, afirma.

Esta não é a primeira visita de Shaul Ben Aderet ao Brasil. Há dois anos, o chef foi convidado pelo Ministro das Relações Exteriores à época para fazer um tour pela América do Sul onde organizou festivais de comida israelense. Esta nova volta ao País inclui as assinaturas do menu especial para os convidados da recepção promovida pela embaixada israelense em comemoração à Data Nacional de Israel (Dia da Independência), 14 de maio, e o cardápio do “1º Festival de Gastronomia Israelense do BierFass do Pontão do Lago Sul”.

Sobre o Chef Shaul Ben Aderet

Nascido em 1964, em Tel Aviv, Shaul Ben Aderet é um amante da gastronomia. Aos quatro anos de idade gostava de ficar na cozinha de sua avó e de sua mãe, observando-as cozinhar. Diz que ao invés de ir para a escola e fazer seu dever de casa, preferia preparar o café da manhã, almoço e jantar para toda família. Cozinhava e fazia muitas experiências, aumentando ainda mais o seu amor pela gastronomia.

Após procurar por seis meses, encontrou um lindo prédio perto de Neve Tzedek, um dos primeiros bairros de Tel Aviv, onde abriu há 18 anos o restaurante “Kimmel”. Com três salas para eventos de 10 a 100 convidados e cardápio em “estilo francês rústico”, o Kimmel recebeu dentre outros prêmios, o de “Melhor restaurante de Tel Aviv”.

Recentemente abriu dois novos restaurantes: um na parte norte de Israel, em um resort de esqui artificial no monte “Gilboa” e outro, também em Tel Aviv. Nos últimos dois anos, apareceu em diversos programas de televisão e entrevistas matinais, incluindo o bem conhecido e popular “Batalha pelas facas”. Também tem seu próprio programa de televisão, chamado “Conhecendo o chef”. Atualmente, comemora mais de 40 programas, onde mostra aos telespectadores como a comida é realmente preparada por restaurantes diversos, dentro de casa e até pela indústria de alimentos. Em breve começará um novo programa de televisão chamado “Receita por vocação”, onde vai visitar diversos países, mostrará suas comidas típicas e dará dicas para uma vocação perfeita.

Serviço: 1º Festival de Gastronomia Israelense do BierFass
Data: 12 e 13 de maio de 2011(quinta e sexta) Jantar
Dia 14 de maio de 2011 (sábado) Almoço e Jantar
Preço: R$ 65,00, por pessoa, buffet livre com entradas principais e sobremesas
BierFass  – Pontão do Lago Sul (SHIS QL 10 – Lago Sul)
Horário de funcionamento: 3ª a domingo, das 12h às 02h. Segunda, das 16h às 24

Fone: 3364.4041

 

Fonte: Facebook da Embaixada de Israel no Brasil e Correio Brasiliense

Data de publicação: 12/05/2011

 

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