Quem pensa que só de kibe e esfihas vive a gastronomia árabe, se engana. Suas iguarias, além de um sabor exótico combinando grãos com verduras, legumes e frutas como damasco e romã, ou ainda as frutas secas e castanhas, são fontes de fibras e proteínas, com alto valor nutritivo.

A Coalhada é um dos principais itens pra quem sofre de osteoporose e outras doenças causadas pela carência de cálcio, com alto valor nutritivo de 490mg para cada 100g e fósforo. Apesar de proveniente do leite a coalhada ajuda em casos de intolerância a lactose, já que, no processo de fermentação, as bactérias transformam a lactose em ácido láctico, que é facilmente digerível até pelos estômagos mais sensíveis.

A coalhada ainda contribui pelo equilíbrio do intestino, recupera e equilibra a flora intestinal, a presença de grandes quantidades de ácidos graxos (gorduras) provenientes do leite, faz da coalhada um alimento capaz de ajudar na redução do mau colesterol e, consequentemente, diminui os riscos de infarto, modula os desequilíbrios intestinais, a qualidade microbiológica da coalhada também auxilia na prevenção do crescimento de microrganismos patogênicos e agentes causadores de doenças, o que a faz ser conhecida como um alimento probiótico e imunomodulador, com capacidade até mesmo de ajudar a evitar cânceres.

Além das saladas, os pratos como kibe assado, michuis de frango, mignon ou kafta e abobrinha recheada encontrados no Folha de Uva também são ótimas opções de baixa caloria. O kibe é um dos elementos mais tradicionais da gastronomia árabe. Além de assado ainda pode ser servido cru, sempre preparado com trigo hidratado, carne moída e temperos, sendo uma saudável e diferenciada fonte de proteína. Vale lembrar que o costume de se preparar o Kibe Cru com hortelã se deve ao fato de que, antigamente, por ainda não existir geladeiras ou algo do tipo a hortelã era usada para preservar a carne.

Entre seus benefícios a hortelã reúne propriedades anti espasmódicas (aliviam as cólicas intestinais e biliares), calmantes, tônicas e anti-sépticas. É um costume árabe beber muito chá de hortelã, quente ou frio, pois além de ser refrescante, facilita a digestão e combate a formação de gases. 
Entre a grande variedade de grãos presentes na gastronomia árabe, o Grão de Bico, que pode ser encontrado tanto em saladas como em pasta, Homus, é uma ótima fonte de proteínas, sais minerais e vitaminas, como complexo B e triptofano, essencial para a produção de serotonina, substância que dá a sensação de bem estar, sendo também conhecido como o grão da felicidade. Além disto, seu carboidrato possui baixo índice glicêmico, ou seja, ideal para quem tem diabetes. O Gergelim, base da pasta de gergelim, tahine, é encontrado em grande parte da culinária sírio libanesa e também se destaca por ser uma fonte de ácidos graxos insaturados, aqueles responsáveis pelo aumento do bom colesterol.
Seguindo receitas milenares a culinária árabe é extremamente saudável, se consumida com moderação,claro, proporcionando todos os macronutrientes sem risco de aumento de peso. Muito rica em cálcio e vitaminas é considerada a mais saudável do mundo e ideal para quem sofre de problemas nos ossos, já que o cálcio é a principal proteína encontrada nos ingredientes utilizados.

Outros pratos cheio de nutrientes são: o tabule (tomate, salsinha, pepino, hortelã e cebola com grãos de trigo), Babaganush (pasta de berinjela) e até os doces árabes, que são feitos com nozes, pistaches, damasco e castanhas, ricos em cálcio. O uso de vegetais como abobrinha, beringela, folha de uva, repolho, lentilha, entre outros, assim como carnes bovina, de frango e cordeiro, esta mais saudável que outras carnes vermelhas por seu alto valor nutritivo (vitaminas do complexo B, ferro, fósforo, cálcio e potássio), combinados com coalhada e saladas, resultam em pratos típicos que garantem uma alimentação saudável e equilibrada. 

Uma curiosidade que vale a pena ressaltar é que todas as palavas em português começadas com “AL” são de origem árabe e, na culinária podemos encontrar: alface, alcaçuz, alcachofra, almeirão, alcaparra… entre muitos outros.

Fonte: Guia GPR

Data de publicação: 15/03/2010

 

4 Comentários para Gastronomia Árabe: a mais saudável do mundo ?

  1. regina disse:

    dicas fantásticas! adorei.

  2. fernando demetrio disse:

    Prezados amigos,
    não tenha duvida que a comida siria libanesa é e melhor que existe , basta ler a reportagem acima.
    meus almoços comerciais e jantares com a familia costumo comer no restauranete que para mim é o melhor o Folha de Uva.
    grato
    Fernando

  3. Willian disse:

    Quer dizer que , ALmeida é um nome origem arabe?

  4. Wanda disse:

    Nasci comendo quibe e tudo mais da cozinha árabe. Fico satisfeita com a confirmação que diabéticos podem continuar a saborear estas delícias.

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