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A exemplo do que acontece em Nova Iorque, nos Estados Unidos, a cidade do Rio de Janeiro também entrou na guerra contra a obesidade. O ex-prefeito César Maia, decretou que as cadeias de fast-food exibam, nos pontos de atendimento, tabelas com o valor nutricional dos alimentos (tabela de calorias).

O decreto determina, ainda, que a informação sobre o valor calórico também seja estendida às promoções que reúnam sanduíche, batatas fritas e refrigerantes.

O ex-prefeito César Maia disse que a medida visa prevenir a obesidade desde a infância já que as crianças e adolescentes estão entre os principais clientes das lanchonetes.

Em outro decreto César Maia fixou prazo de um ano para as empresas que vendem alimentos industrializados informarem a concentração nos produtos de ácidos graxos trans, presentes principalmente nos alimentos em conserva.

Representantes das duas principais redes de fast-food afirmaram que estão preparados para seguir as determinações do decreto inclusive com a distribuição de campanhas de manuais com informações sobre os produtos oferecidos. Os representantes acreditam, no entanto, que a idéia deve sem estendida a outros estabelecimentos de venda de alimentos, como as churrascarias.

No Brasil, como nos Estados Unidos e na Europa os números sobre a obesidade são alarmantes. Em 1975, 15% das mulheres e 26% dos homens estavam acima do peso. Atualmente, quase trinta anos depois, o percentual sobe para 38% para os dois sexos. Para se ter uma idéia do consumo de alimentos e bebidas calóricas, no Brasil, desde 1975 até hoje, o consumo de cerveja aumentou sete vezes e de refrigerante cinco.

Apesar da fome e falta de comida principalmente nos países africanos, 1,7 bilhões de pessoas em todo o mundo estão obesas.

Pesquisa da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, comprova que indivíduos obesos têm entre 50% e 100% mais de risco de morrer prematuramente vitimas de câncer, hipertensão, diabete, problemas na articulação, ou doenças no sistema circulatório.

A Organização Mundial da Saúde divulgou me março passado um dos maiores estudos técnicos já feitos sobre obesidade. O organismo internacional adverte aos governos mundiais que é necessário tomar uma atitude diante da epidemia do excesso de peso que atinge todas as classes sociais.

Nunca é demais lembrar que no Brasil há pelo menos 70 milhões de pessoas (40% da população) acima do peso, distribuídas em todas as classes sociais. Na região Sudeste, por exemplo, 14% das mulheres pobres estão acima do peso. Já as que pertencem às classe média e média alta o índice é de 9%.

Na avaliação da OMS a obesidade não é resultado de excesso de comida e sim da má alimentação. A Organização Mundial de Saúde adverte que combater a fome e a obesidade são ações conjuntas e urgentes dos governos.

Data de publicação: 02/10/2009

 

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