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Publicação do Institute of Medicine (IOM) estabelece novas recomendações para a ingestão dietética de referência desses micronutrientes.

O cálcio e a vitamina D são micronutrientes reconhecidos por sua importância na manutenção da saúde óssea. Informações conflitantes acerca de outros possíveis benefícios, e também sobre sua ingestão diária adequada, têm merecido destaque nos meios de comunicação, levantando discussões na comunidade científica.

Para auxiliar no esclarecimento da questão, e com o objetivo de determinar a ingestão recomendada e os limites de ingestão diária para atualização dos valores estabelecidos nas Dietary Reference Intakes (DRIs), autoridades de saúde dos Estados Unidos e do Canadá solicitaram ao Institute of Medicine (IOM), a avaliação dos estudos que investigaram a ação destes micronutrientes.

Após exaustiva revisão de mais de mil pesquisas relacionadas ao tema, o Comitê de Experts do IOM afirmou que apenas os efeitos benéficos da vitamina D e do cálcio no crescimento e manutenção dos ossos são comprovados. O Comitê afirmou, ainda, que não há evidências suficientes sobre a ação desses nutrientes em outras condições de saúde, tais como câncer, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes, síndrome metabólica, resposta imune, funcionamento neuropsicológico, desempenho físico, pré-eclâmpsia e fertilidade. As novas DRIs sobre o cálcio estabelecem que, considerando-se a média diária, 500 miligramas atendem aos requisitos de crianças entre 1 a 3 anos e 800 miligramas são adequados para as que têm entre 4 a 8 anos. Adolescentes precisam de maiores níveis diários para o crescimento ósseo: 1.300 miligramas atendem às necessidades de praticamente todos os indivíduos dessa faixa etária. Mulheres de 19 a 50 anos e homens até 71 anos exigem, em média, 800 miligramas diários. Já as mulheres com mais de 50 anos e os homens acima de 70 anos devem consumir, em média, 1.000 miligramas por dia.

 

Vitamina D

O estabelecimento dos valores recomendados para a vitamina D é mais complicado, pois os níveis desse micronutriente no organismo são determinados não só pelo consumo alimentar, mas também pela exposição ao sol, que varia de individuo para indivíduo, além de se tornar menor devido ao risco de câncer de pele.
Considerando uma exposição mínima, então, o Comitê definiu que os norte-americanos precisam, em média, 400 unidades internacionais (UI) de vitamina D por dia. Já as pessoas acima dos 71 anos, por conta de mudanças no corpo associadas ao envelhecimento, devem aumentar a ingestão para 800 UI por dia.

A ingestão atual dos dois micronutrientes, com base nos inquéritos nutricionais realizados nos Estados Unidos e Canadá, também foi mencionada na publicação. No caso do cálcio, sua ingestão continua sendo preocupante, especialmente entre as meninas de 9 e 18 anos, pois está abaixo do recomendado. Para as mulheres no período pós-menopausa, no entanto, o consumo é excessivo devido ao uso de suplementos, o que pode aumentar o risco de nefrolitíase.

Com relação à vitamina D, o Comitê chama atenção para o fato de que, apesar de a ingestão estar abaixo da ingestão média recomendada, os níveis sanguíneos permanecem acima dos 20 nanogramas por mililitro, valores considerados adequados para a manutenção da massa óssea. Tal situação se deve à exposição solar, que contribui de forma significante para o aumento desses níveis séricos. Alguns subgrupos, no entanto, como idosos institucionalizados e pessoas de pele negra, podem ter um risco maior de não atingir os valores estabelecidos.

As novas DRIs trazem também os limites superiores de ingestão, que representam a ingestão máxima sem risco para a saúde, não devendo ser interpretadas como uma meta de consumo. Nesse caso, estabeleceu-se que um consumo superior a 4.000 UI de vitamina D por dia aumenta o risco de lesões tecidos. A ingestão máxima do cálcio varia conforme as diferentes faixas etárias, sexo e estágio de vida, com valores entre 1000 a 3000 miligramas por dia. O consumo excessivo de cálcio está associado ao desenvolvimento de cálculos renais. Vale ressaltar que o consumo de suplementos podem facilitar o consumo excessivo e assim aumentar o risco para a saúde.

Fonte: Ciência em Dia Nestlé.

Data de publicação: 21/08/2011

 

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