São muitas as razões para você emagrecer com saúde:
• Você se sente mais bem disposto, capaz de fazer muito mais coisas, ter mais ânimo para sair, trabalhar, namorar, cuidar dos filhos… e até arriscar coisas novas na vida;
• Sua vida, além de melhor, dura mais: as chances de você viver ativo e feliz aumentam muito;
• Um infarto, que é o alerta do destino para você se cuidar mais, pode, de certa forma, lhe fazer bem: você vai prestar mais atenção ao que come, vai fazer exercício, parar de fumar – é uma forma de amor a você mesmo e a quem você ama também.
• Com os cuidados certos, você evita depressão, angústia, fica mais leve em todos os sentidos;
• Pode aprender a dançar, a fazer um esporte novo, a brincar com os filhos ou netos.

O que tem no seu prato?
Cláudia Marcílio, Nutricionista de Pesquisa Especialista em Prevenção Cardiovascular, aprendeu que negociar é a melhor forma de lidar com os desejos e a necessidade de manter ou recuperar o peso saudável. Fundamental é você adaptar sua dieta ao local onde trabalha, ao que tem por perto – sem sofrimento, a reeducação alimentar acontece naturalmente. E, do sujeito que achava que um infarto era o fim do sabor na mesa, ela vê reflorir alguém que aprendeu a comer e a gostar do que faz.
Como funciona a reeducação alimentar?
Cláudia – O primeiro passo é conhecer o estilo de vida do paciente e registrar os seus hábitos alimentares de rotina e finais de semana. Solicito para que me informe em detalhes, por refeição que realiza, o que consome (leite integral ou desnatado?), onde come (em casa ou no trabalho?), quanto come (1 pãozinho francês), qual o intervalo entre as refeições? De que opções dispõe para se alimentar fora de casa (restaurante, lanchonete etc.) … assim por diante. É fundamental neste primeiro contato ser minucioso, para posteriormente planejarmos “juntos”uma alimentação saudável que se adapte perfeitamente à rotina do paciente.
Os pacientes têm medo de se abrir?
Cláudia – No começo, sim, mas logo entendem que não estou ali para criticar, e, sim, para ensinar a comer, manter um peso saudável, ter saúde, usando coisas de que eles gostam, com as quais estão habituados e, o mais importante, o que é acessível para eles. Eu pergunto: o que tem na lanchonete da fábrica? O café já vem adoçado? Tem adoçante lá? Tem barra de cereais? Só tem presunto ou tem peito de peru?
E funciona? A pessoa se reeduca e atinge seus objetivos? Cláudia – Se ela se disciplinar, aprender a jogar com a combinação de alimentos, a respeitar horários, funciona, claro. Não pode é ficar mais de quatro horas sem comer, tem de ter um equilíbrio no fracionamento das refeições, respeitar o corpo. Fazer algum tipo de atividade física também é fundamental.
Um programa básico de reeducação alimentar é bem mais simples do que parece, e, com leves mudanças, sua vida já vira outra:
• Faça, no mínimo, três refeições completas por dia;
• Procure comer menos em cada refeição, em intervalos menores;
• Prefira alimentos integrais, mais saudáveis e que dão a sensação de saciedade, ou seja, você precisa comer menor quantidade;
Fonte: Livro Comida que cuida 3




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